@MASTERSTHESIS{ 2025:455756264, title = {Acesso aos serviços de Atenção Primária à Saúde pelos usuários de uma ilha: desafios e potencialidades}, year = {2025}, url = "http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2003", abstract = "Introdução: O acesso universal e gratuito aos serviços de saúde no Brasil, de forma igualitária e integral é um direito garantido pela Constituição Federal de 1988, que institui o Sistema Único de Saúde (SUS). O acesso aos serviços ofertados na Atenção Primária à Saúde (APS) pode estar relacionado com as diversas possibilidades de ingresso e pode ser influenciado pela localização da unidade de saúde, a disponibilidade de dias e horários, atendimento a demanda espontânea e o entendimento que a população tem relacionado a estes aspectos, se atende às suas necessidades ou não. Objetivos: Analisar como tem se configurado o acesso aos serviços da APS pelos usuários de uma Unidade de Saúde da Família (USF) localizada em uma ilha; Identificar os desafios e as potencialidades no acesso aos serviços da APS vivenciados pelos usuários de uma USF localizada em uma ilha; e Construir um fluxograma de atendimento para os usuários de uma USF localizada em uma ilha, que será divulgado em um panfleto. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa qualitativa de caráter exploratório e descritivo, que teve como campo a USF de Paramana, situada na Ilha dos Frades, município de Salvador-BA. Os participantes foram 05 profissionais e 04 gestores dos serviços de saúde, 10 usuários e 02 lideranças que atuam na localidade da Estratégia Saúde da Família (ESF) de Paramana. A técnica de coleta de dados foi a entrevista semiestruturada e o método de análise dos dados a Análise de Conteúdo Temática. Como este estudo foi realizado com seres humanos, o mesmo zelou pelo cumprimento dos preceitos da Resolução 466/2012 e da Resolução 510/2016 e foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa para apreciação. Resultados: O acesso aos serviços de uma USF localizada em uma ilha apresenta características particulares, fortemente influenciadas pelo contexto geográfico e social do território. Entre as potencialidades nesse processo, destaca-se a proximidade entre profissionais de saúde e a comunidade. Enquanto desafios destaca-se que o isolamento geográfico impõe barreiras à mobilidade, tornando o deslocamento até o continente mais complexo, demorado e, em alguns casos, oneroso. A dependência de transporte aquático, como lanchas e embarcações do SAMU, torna o acesso a atendimentos de urgência e emergência mais vulnerável a fatores climáticos e à disponibilidade de recursos, resultando em atrasos e limitações no socorro. Ainda se destaca a dificuldade de obtenção de vagas para consultas e exames especializados. Outro desafio identificado diz respeito às relações interpessoais e à dinâmica comunitária. Como resultado deste estudo, ainda tivemos como produto técnico a construção de um fluxograma analisador que retrata a conformação do acesso dos usuários de uma USF localizada em uma ilha. Considerações finais: Em síntese, a APS em lugares de difícil acesso revela-se como um espaço de cuidados próximos e personalizados, com potencial para fortalecer vínculos e a continuidade do cuidado. No entanto, as limitações logísticas, a escassez de recursos especializados e as barreiras sociais e culturais constituem desafios que exigem estratégias integradas de gestão, transporte e comunicação para garantir o acesso equitativo e eficiente à saúde.", publisher = {Universidade Estadual de Feira de Santana}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva}, note = {DEPARTAMENTO DE SAÚDE} }