@MASTERSTHESIS{ 2026:1741078858, title = {O esquema morfológico X-ōsus na língua latina e o desenvolvimento X-oso no português: uma abordagem construcional}, year = {2026}, url = "http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2045", abstract = "Esta pesquisa analisa a trajetória da construção X-oso, desde sua origem no latim, como X-osus, até seu desenvolvimento no português do século XXI, privilegiando a análise de aspectos de datação, etimologia, padrões formais e semânticos e, sobretudo, dos processos de esquematização. O estudo fundamenta-se nos aportes teóricos da Linguística Cognitiva, nos termos de Lakoff e Johnson (2002 [1980]), Fillmore (2009 [1982]), Lenz (2013), Simões Neto (2016) e Ferrari (2022), da Gramática Cognitiva, aqui vista por meio de estudiosos, como Langacker (2008), Soares da Silva e Batoréo (2010), da Gramática de Construções, discutida por Goldberg (2012 [2003], Pinheiro (2016; 2022; 2025) e Pinheiro, Soares da Silva e Freitas Júnior (2023), da Morfologia Cognitiva, proposta por Hamawand (2011) e desenvolvida por Oliveira (2023), Simões Neto (2024) e Aguiar e Mota (2025) e da Morfologia Construcional, formulada por Booij (2005; 2007; 2010; 2018) e retomada por Soledade (2013), Gonçalves e Almeida (2014), Simões Neto (2016; 2017), Soledade, Gonçalves e Simões Neto (2022) e Tavares da Silva (2023). Na constituição do corpora, utilizaram-se os dicionários de Moniz (2001) e Gaffiot (2016) para a coleta dos dados latinos e o Houaiss (2009) para os dados do português, totalizando, respectivamente, 540 e 1036 ocorrências. Na análise, observou-se que o padrão X-osus surgiu na língua latina no século VI a.C., alcançando seu pico de produtividade no século I a.C. Além disso, verificou-se que, de modo geral, a base dessas formações é um substantivo e que o sentido prototípico é o de “cheio de”. No que diz respeito à esquematização, constatou-se que, embora o formativo seja polissêmico, os diferentes sentidos associados a ele resultam, em grande parte, de extensões metafóricas e analógicas. Assim, de modo simplificado, o padrão X-osus pode ser representado por um esquema dominante de sentido relacional e três subesquemas, a saber, o de provimento, de semelhança e de ação, sendo o primeiro o mais produtivo. No português, o padrão X-oso remonta ao -osus do latim, do qual são herdados não apenas os vocábulos, mas também o padrão formal e semântico, sendo atestado pela primeira vez na língua portuguesa no século X e atinge maior produtividade no século XIX. Ainda que atualmente apresente redução produtiva, não pode ser considerado improdutivo no português contemporâneo. Cumpre destacar que, embora haja um número expressivo de ocorrências herdadas do latim, prevalecem as criações endógenas da língua. Dado que não se observam mudanças relevantes nos planos formal e semantico, conclui-se que os esquemas e subesquemas do latim dão conta das construções em português. Sendo necessária apenas a reformulação desses esquemas, em decorrência das mudanças fônicas que se refletiram na grafia do sufixo (osus > oso) na passagem do latim para o português.", publisher = {Universidade Estadual de Feira de Santana}, scholl = {Mestrado Acadêmico em Estudos Linguísticos}, note = {DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES} }