@PHDTHESIS{ 2025:1531194719, title = {A retórica de Getúlio Vargas: dispositivo de enunciação e legitimação autoritária}, year = {2025}, url = "http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2052", abstract = "Esta pesquisa se situa na interface entre a Análise do Discurso e a problemática da Argumentação no Discurso e visa a proceder a uma análise discursivo-argumentativa de um pronunciamento ímpar – único em seu caráter discursivo e em relevância histórica – de um dos mais importantes políticos da história do Brasil. A metodologia adotada possui caráter qualitativo e interpretativo, uma vez que se busca identificar a ocorrência de elementos discursivos que acusem uma materialização e uma articulação das imagens do orador e do auditório no corpus monodocumental escolhido para análise. Buscou-se articular, fundamentalmente, uma abordagem analítica, denominada de Argumentação no Discurso, formulada por Ruth Amossy (2020 [2000]; 2011), em conformidade com as concepções teóricas acerca do discurso político, desenvolvidas por Eliseo Verón (1987; 2004), moldando uma linha de trabalho aqui referida como Análise Retórica do Discurso. O pronunciamento selecionado, Proclamação ao povo brasileiro, foi extraído da obra A Nova política do Brasil e proferido por Getúlio Vargas na noite do dia 10 de novembro de 1937, com vistas a justificar a instauração do regime denominado de Estado Novo, o qual se estenderia entre 1937 e 1945. O trabalho de análise mostra de que maneira a elaboração discursiva do dispositivo de enunciação – constituído pelas imagens acopladas do orador e de sua audiência – configura toda uma dinâmica persuasiva, tecida em torno da legitimação de uma plataforma política nitidamente autoritária. A escolha por Getúlio Vargas se justifica dada a relevância dessa personalidade como um divisor de águas na história política da sociedade brasileira posterior à sua independência. Identificamos, assim, toda uma estratégia discursiva que biparte o universo de representações políticas em torno do princípio fundamental do Estado-Nação. Essa cisão radical, moralmente determinada, distingue o bem comum, associado à Nação, às Forças Armadas e ao Estado, daqueles que se lhe antagonizam: os caudilhos regionais, os políticos profissionais, integrados ao regime liberal, e os partidários de movimentos extremistas, como o comunismo e o fascismo.", publisher = {Universidade Estadual de Feira de Santana}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos}, note = {DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES} }