@PHDTHESIS{ 2025:1859004125, title = {A língua vinda d’além-mar: edição, estudo paleográfico-diplomático de manuscritos de portugueses no Brasil colonial e descrição da colocação de clíticos}, year = {2025}, url = "http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2092", abstract = "Esta tese explora a colocação dos clíticos em orações finitas, formadas por verbo único e por grupos verbais, em corpora constituídos por documentos escritos no Brasil Colonial por portugueses de diversas estratificações sociais. A pesquisa fundamenta-se nos pressupostos da linguística histórica de caráter sócio-histórico (Mattos e Silva, 2008) e retoma a observação apontada por Ivo Castro (1996), ao defender que, para entender a realidade do português brasileiro (PB), “há que determinar qual o tipo de português que foi efectivamente transportado nas caravelas” (Castro, 1996, p. 4). Isso equivale, conforme Ribeiro (2015 [1998]), a indagar qual português serviu de base para que o PB viesse, afinal, a ser originado após passar por mudanças no Brasil. Os corpora da pesquisa são compostos por 233 documentos autógrafos e apógrafos, organizados em dois conjuntos: i. a Coleção Documental de Portugueses no Brasil Colônia, que reuniu fac-símiles de documentos avulsos localizados em bases de dados de arquivos, sem tratamento textual ou editorial prévio, sendo submetidos à edição semidiplomática e à análise paleográfico-diplomática, de caráter não exaustivo; ii. documentos já editados por outros pesquisadores (Barbosa, 1999; Marcotulio, 2008; CLUL, 2014), disponibilizados com tratamento textual adequado à pesquisa linguística, cuja edição foi realizada de forma conservadora e considerada confiável. Os resultados, nas construções com verbo único, mostraram que os padrões de colocação de clíticos em amostras do português no Brasil seguem os mesmos padrões presentes na escrita de portugueses em Portugal, nos contextos de sentenças com verbo em posição inicial absoluta e nos ambientes em que a próclise é obrigatória. Nos contextos de variação, as similaridades com o português europeu ocorreram em sentenças principais com verbo precedido de elementos neutros. Já nas ocorrências em orações segundas coordenadas e, principalmente, nas sentenças principais com verbo precedido por oração dependente, a próclise foi prevalente em praticamente todos os tempos verbais. Notou-se, também, que é entre o final do século XVIII e o início do século XIX que a ênclise começa uma ascensão mais significativa nos textos desses imigrantes portugueses. Vale ressaltar, ainda, que fatores como a estratificação social do scriptor, bem como sua localização de nascimento, não apresentaram influências relevantes na colocação dos clíticos. Nas construções com grupos verbais, uso da próclise ao primeiro verbo é amplamente majoritário. Por fim, percebe-se que, entre meados do século XVI e o século XVIII, os padrões de colocação se relacionam ao português clássico (PCl) e, no século XIX, nota-se a convivência de padrões do PCl e do português europeu (PE) contemporâneo", publisher = {Universidade Estadual de Feira de Santana}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos}, note = {DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES} }