@MASTERSTHESIS{ 2026:2049793584, title = {Ensino da leitura argumentativa em perspectiva interacional: formação de professores de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental (anos finais)}, year = {2026}, url = "http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2107", abstract = "Ao tratar da formação do professor de Português, Guedes (2006) afirma que nunca houve, no Brasil, um empenho efetivo na qualificação docente, especialmente nos cursos de Letras. Tal constatação justifica o desenvolvimento desta pesquisa, que se fundamenta nos estudos de Azevedo (2016, 2021) sobre o ensino de argumentação em língua portuguesa nos anos finais do Ensino Fundamental. Esses estudos apontam a necessidade, por parte do professor de língua materna, de ampliar seus conhecimentos teóricos e metodológicos sobre como desenvolver as atividades pedagógicas nessa área do saber. A Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2018), um documento normativo, propõe, na competência geral de número sete, o ensino da argumentação na Educação Básica brasileira, mas incumbe o professor, muitas vezes sem formação específica no âmbito da argumentação, de implementar esse tipo de trabalho em cada escola, o que provoca dúvidas acerca de como isso pode ser executado. Diante disso, o objetivo geral desta pesquisa é propor alternativas para o ensino da argumentação em perspectiva interacional, por meio da formação de professores do Ensino Fundamental (anos finais), a fim de auxiliá-los na realização do trabalho de leitura argumentativa nas aulas de língua materna, no âmbito dos docentes que atuam em Palmeiras, na região da Chapada Diamantina, Bahia. Metodologicamente, é uma pesquisa qualitativa, teórica, colaborativa, de natureza exploratória e propositiva, cujo intuito é ampliar os conhecimentos sobre leitura argumentativa para favorecer o ensino da argumentação no segmento e componente curricular supracitados. Ampara-se, teoricamente, em Grácio (2013), Azevedo, Reis e Monte (2021) e Azevedo et al. (2023), para elucidar o conceito de leitura argumentativa, entendida como o processo de reconhecer posições enunciativas, confrontos de sentidos e os recursos argumentativos mobilizados no texto; Azevedo (2016), para a capacidade argumentativa que integra linguagem, pensamento e relações sociais; Plantin (2008) e Grácio (2016) fundamentam a perspectiva dialogal da argumentação, compreendida como um processo interacional em que posições divergentes se confrontam e se avaliam mutuamente na construção de sentidos; Minayo (2002), Lakatos e Marconi (2003), Bortoni-Ricardo (2008) e Ibiapina (2008) para respaldar a pesquisa participante e colaborativa, enfatizando a integração do pesquisador no trabalho conjunto com os participantes. Gatti (2012; 2019); Nóvoa (2009) e Fortes (2024) também imprimem ideias sobre a formação de professores, entre outros pesquisadores que dão suporte a esta escrita. Os resultados indicam que o ensino da argumentação, em perspectiva interacional, integrado à pesquisa produzida na universidade, e articulado à formação continuada e colaborativa de professores, contribui para a ressignificação do ensino da argumentação, para além de sua associação aos textos dissertativo-argumentativos voltados a exames seletivos. Além disso, favorece o alinhamento da prática pedagógica às práticas sociais de linguagem, a qualificação docente para atender às exigências da BNCC, especialmente à competência geral sete, e ao desenvolvimento das capacidades argumentativas dos estudantes, a partir de temáticas relacionadas às suas realidades. Assim, o estudo contribui ainda para a ampliação dos conhecimentos sobre o ensino da argumentação e oferece subsídios aos professores de língua portuguesa, visando a práticas pedagógicas emancipatórias.", publisher = {Universidade Estadual de Feira de Santana}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos}, note = {DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES} }