@PHDTHESIS{ 2025:1827593987, title = {Avanços e desafios para a recuperação energética de Biogás em Estações de Tratamento de Esgoto brasileiras}, year = {2025}, url = "http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2128", abstract = "O Brasil possui o maior parque de reatores anaeróbios UASB do mundo, com alto potencial para aproveitamento do biogás em Estações de Tratamento de Esgoto (ETE), embora a maior parte ainda seja queimada, sem uso energético. O tema ganha relevância pelo potencial de mitigar emissões de gases de efeito estufa e reduzir custos operacionais via autoconsumo. O objetivo desta tese foi analisar, sob perspectivas históricas, tecnológicas e comparativas, os avanços e desafios da recuperação energética do biogás em ETEs brasileiras, estruturando-se em três artigos. O primeiro, baseado em revisão bibliométrica de 217 estudos, mapeou a evolução global do tema, destacando tendências como co-digestão, aproveitamento de metano dissolvido e uso de tecnologias emergentes, MBR. O Brasil se sobressai com a participação de centros de referência como a Universidade de São Paulo e a Universidade Federal de Minas Gerais. O principal fundo financiador é de origem chinesa, e o Brasil ocupa posições de destaque no ranking global, segunda, terceira e décima posição, por meio do CNPq, do MCTI e da CAPES. O segundo artigo investigou a transição sociotécnica brasileira pelo Modelo Multinível (MLP), revelando um cenário e regime fragmentados, em que São Paulo lidera com 32,4% dos depósitos de patentes de biocombustíveis, seguido por Paraná (15%) e Rio de Janeiro (13,2%), enquanto Norte e Nordeste permanecem com participação marginal. No saneamento, a região Norte recebeu pouco mais de 10% do montante investido no Sudeste, apresentando lacuna de infraestrutura 4,4 vezes maior que o investimento realizado; no Nordeste, essa relação é de 2,2 vezes. Neste artigo também foram identificadas três fases-chave da transição brasileira: (i) experimentação inicial (1970–1990), (ii) projetos-piloto impulsionados por regulamentações (2000–2010) e (iii) a fase atual de expansão (após 2013), caracterizada por incentivos políticos como o RenovaBio e a net metering. Atualmente o Brasil se encontra na fase “take-off”, com previsão para avançar para o próximo nível, “breakthrough”, até 2033 no cenário otimista ou 2043 no realista. O terceiro artigo comparou Brasil e Espanha: a Espanha adota modelo “top-down”, com 70% das plantas voltadas ao saneamento, enquanto o Brasil segue modelo “bottom-up”, com 73% no setor agropecuário e apenas 13% no saneamento. Casos como El Prat (Espanha) e Franca (Brasil) mostram que a integração entre tecnologia, políticas públicas e governança territorial é determinante para o sucesso. Conclui-se que consolidar o uso do biogás em ETEs é viável e estratégico, exigindo políticas integradas, incentivos econômicos e inovação.", publisher = {Universidade Estadual de Feira de Santana}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Modelagem em Ciências da Terra e do Ambiente}, note = {DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS} }