@MASTERSTHESIS{ 2026:523745509, title = {A concordância nominal de número em predicativos do sujeito no português falado em Luanda}, year = {2026}, url = "http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2143", abstract = "A variação no uso da concordância nominal de número nos predicativos do sujeito foi estudada no português brasileiro e no português moçambicano (Scherre, 1991; Dias, 1996; Lucchesi, 2009; Antonino, 2007; Salgado, 2010; Furtado, 2017; Soares, 2022). Essas pesquisas mostram que há algumas generalizações no que tange à variação e mudança nos predicativos, como a influência da caracterização do sujeito e do verbo na marcação morfológica de número e a relevância da escolaridade e do estatuto do português no que atine às variedades africanas que vivem em situação de multilinguismo generalizado. Diante disso, a pesquisa aqui proposta visa a identificar e analisar os fatores sociais e linguísticos que condicionam a variação no uso das estruturas predicativas no português falado em Luanda, a fim de ampliar as discussões acerca do tema, bem como buscar indícios que reforçam as discussões acerca do contato linguístico na formação das variedades africanas do português, as quais convivem em contextos de multilinguismo. Sabendo da necessidade de investigações que levem em consideração a relação entre língua, sociedade e cultura, esta pesquisa está ancorada na Teoria da Variação e Mudança (Weinreich, Labov, Herzog, 2006 [1968]). Dessa maneira, foi utilizado um corpus de fala do português falado na capital de Angola - Luanda -, composto por entrevistas sociolinguísticas gravadas em 2008 e 2012, tendo participantes angolanos que declararam ter o português como L1 ou L2. Com esta pesquisa, contribuições para a descrição do português falado em Luanda foram dadas, principalmente em relação aos padrões de concordância nos predicativos do sujeito, evidenciando a escolaridade como um fator relevante na compreensão do fenômeno, o que sugere a possível influência da escolarização um importante agente que guia os usos linguísticos da população, ainda centrada na concepção dicotômica da linguagem de “certo” e “errado”. Além disso, a faixa etária indica que o português falado em Luanda está trilhando o caminho da mudança linguística no sentido inovador (não aplicação da concordância de número), pois os jovens estão deixando de seguir orientações normativas da gramática tradicional. Portanto, a realidade do fenômeno em Angola, apesar de revelar alto percentual de concordância (79%), maior do que os resultados percentuais da norma culta urbana do português brasileiro, incentiva uma discussão baseada na formação sócio-histórica da nação e a busca pelo padrão europeu ainda presente na sociedade, nas leis e nos processos formais de educação.", publisher = {Universidade Estadual de Feira de Santana}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos}, note = {DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES} }