@PHDTHESIS{ 2026:40346194, title = {Estudos in silico, in vitro e in vivo na investigação da atividade antiasmática de cumarinas e derivados}, year = {2026}, url = "http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2156", abstract = "A asma é caracterizada como uma doença heterogênea marcada por inflamação crônica, hiperresponsividade brônquica e remodelamento das vias aéreas. Nesse contexto, compostos naturais têm despertado interesse científico, destacando-se as cumarinas e seus derivados como potenciais agentes terapêuticos. Assim, esta tese teve como objetivo principal utilizar métodos in silico, in vitro e in vivo na investigação de cumarinas e derivados, visando identificar compostos com maior potencial antiasmático. Na revisão sistemática foram analisados artigos publicados nos últimos dez anos (2014–2024), selecionados de acordo com as diretrizes do PRISMA nas bases PubMed, (BVS) e ScienceDirect. Após a aplicação dos critérios de inclusão, dezoito estudos foram escolhidos. Entre as moléculas mais investigadas destacaram-se a imperatorina e o ostol, que demonstraram promover relaxamento da musculatura lisa das vias aéreas, reduziu processos inflamatórios e diminui a liberação das citocinas Th2 (IL-4, IL-5 e IL-13), além de favorecer mecanismos imunológicos associados a células Th1, macrófagos e células dendríticas. Dessa forma, modelos QSAR foram desenvolvidos a partir de 21 análogos cumarínicos descritos na literatura com atividade relaxante de traqueia, utilizando diferentes estratégias de modelagem e seleção de descritores moleculares. A partir desses modelos, cinco cumarinas projetadas disponíveis comercialmente foram avaliadas in silico, apresentando previsões de atividade dentro de uma faixa satisfatória para futuras validações experimentais. Paralelamente, a 7-hidroxicumarina (HXC), presente na quimioteca do laboratório, foi submetida a ensaios in vivo para avaliação do potencial expectorante e antitussígeno. A HXC demonstrou efeito antitussígeno robusto em modelos animais, sem atividade expectorante associada e sem sinais de toxicidade até a dose de 300 mg/kg, sendo ativa nas doses de 10, 30 e 100 mg/kg. O mecanismo observado indicou que o efeito antitussígeno depende da integridade do sistema opioide, sendo antagonizado por naloxona. Contudo, estudos de docking molecular não evidenciaram interação direta relevante entre a HXC e receptores opioides, sugerindo um mecanismo indireto de modulação do reflexo da tosse. Em conjunto, os resultados indicam que, embora pertençam à mesma classe química, as cumarinas podem apresentar perfis farmacológicos distintos e complementares na fisiopatologia da asma.", publisher = {Universidade Estadual de Feira de Santana}, scholl = {Doutorado Acadêmico em Biotecnologia}, note = {DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA} }