@MASTERSTHESIS{ 2026:1628495662, title = {Da documentação das Academias Brasílicas na Bahia setentista: edição semidiplomática e sócio-história}, year = {2026}, url = "http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2169", abstract = "Esta pesquisa tem por objetivo apresentar uma edição semidiplomática e o estudo sóciohistórico de 23 cartas produzidas por seis acadêmicos brasílicos no século XVIII. Do total de autores, três integraram a Academia Brasílica dos Esquecidos — Caetano de Brito e Figueiredo, Joseph da Cunha Cardoso e Sebastião da Rocha Pita — e três foram membros da Academia Brasílica dos Renascidos — Antonio Ferreira Gil, João Ferreira Bittencourt e Sá e Joseph Mascarenhas Pacheco Coelho de Mello. Trata-se de um corpus setecentista custodiado no Arquivo Histórico Ultramarino, no conjunto dos documentos avulsos referentes à Bahia e à Paraíba. Tendo em vista a realização de duas das agendas de pesquisa do Programa para a História do Português Brasileiro (Castilho, 2019): a) o campo histórico-filológico, b) a história social linguística, o estudo empreendido atende à fase atual das pesquisas desenvolvidas pelo Núcleo de Estudos em Língua Portuguesa da UEFS e visa integrar outras redes de investigação, como o Corpus Eletrônico de Documentos Históricos do Sertão. Os critérios adotados para a edição documental inspiram-se nas diretrizes do Centro de Estudos, Pesquisa e Documentação Paleográfica do Memória e Arte (Lose, 2017). O estudo delineou, portanto, dois objetivos centrais: (a) produzir uma edição conservadora semidiplomática das cartas, preservando, tanto quanto possível, suas características originais; e (b) analisar de que maneira os fatos históricos da fase colonial setecentista da segunda metade do século influenciaram o português em uso pelos scriptores brasílicos nesse contexto. Para tanto, articularam-se teorias e metodologias interdisciplinares e no âmbito da Linguística Histórica, nos termos propostos por Mattos e Silva (2004; 2008; 2001) entre outros. Na agenda a) do campo histórico-filológico, após localizar, organizar e editar o corpus, o interpretamos paleograficamente, analisando, por exemplo, a sua materialidade de modo a relacioná-la com a história de produção das cartas (Lose, 2017; Carneiro, 2024 dentre outros); na agenda b) da história social linguística, utilizamos o paradigma indiciário (Ginzburg, 1989; Espada Lima, 2012; Petrucci, 2003; Castillo Gomez, 2003 e outros), situamos os scriptores dentro de uma circunstância social, de modo a entendermos as razões da produção e construímos fichas sociobiográficas, a partir de Carneiro (2005). Na busca por uma investigação minimamente coerente sobre o objeto de estudo – as cartas dos acadêmicos brasílicos –, apostamos na micro-história e na História Social da Cultura Escrita como primordiais para tratar dos dados. Desse modo, os manuscritos foram compreendidos como testemunhos materiais e históricos da cultura escrita setecentista. Os resultados obtidos descortinam aspectos da sociedade letrada colonial, especialmente no que se refere às práticas de escrita vinculadas às elites intelectuais brasílicas, além de evidenciarem a relevância da edição semidiplomática para os estudos sobre a história social do português brasileiro. Assim, a pesquisa contribui para a ampliação de corpora históricos do século 18 e para a constituição de fontes confiáveis destinadas aos estudos filológicos, históricolinguísticos e paleográficos, permitindo uma aproximação do português no/do Brasil setecentista.", publisher = {Universidade Estadual de Feira de Santana}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos}, note = {DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES} }