@MASTERSTHESIS{ 2020:979991293, title = {Biopolítica e normalização: o ser surdo na atualidade}, year = {2020}, url = "http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2171", abstract = "Este trabalho teve como objetivo geral analisar os discursos sobre o ser surdo e a surdez que circulam nas materialidades audiovisuais (vídeos postados no YouTube) que exibem sujeitos surdos e ouvintes falando sobre a surdez, no período de 2006 a 2019, após a sanção do Decreto nº 5626, de 22 de dezembro de 2005, que regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, reconhecendo o domínio jurídico-biológico da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Além disso, analisamos e discutimos as audioviosualidades sobre a narrativa de vida de um Surdo implantado, porém não utiliza o implante, uma Surda que os pais são ouvintes e a língua utilizada por todos é a Libras mostrando como eles são subjetivados e por fim o discurso em Libras da primeira dama Michele Bolsonaro (2019) na posse do presidente e a primeira entrevista concedida por ela após a posse, cujo objetivo foi analisar o acontecimento histórico na sua emergência, considerando a sua dispersão, a descontinuidade dos acontecimentos para que determinado discurso aparecesse e não outro no seu lugar e os efeitos produzidos na comunidade surda. As discussões foram subsidiadas a partir do arcabouço teórico da Análise do Discurso Foucaultiana, abordando questões relacionadas aos mecanismos disciplinares do corpo e aos mecanismos reguladores da população (biopolítica/biopoder) em consonância com as abordagens sobre o corpo como objeto discursivo e atravessado pela relação de saber-poder elencadas por Courtine (2013) e Milanez (2007, 2009, 2015). Metodologicamente, utilizamos os pressupostos da obra A Arqueologia do saber, de Michel Foucault, na qual problematizamos sobre a formação dos objetos e as modalidades enunciativas materializadas no corpus que foi dividido em duas formações:1) vídeos de Surdos enunciando a surdez ; 2) vídeos jornalísticos de ouvintes enunciando a surdez e assim mostramos as regularidades do discurso normalizador do médico face ao discurso do surdo, a medicalização da instituição familiar e o controle do discurso na mídia televisiva. Portanto, os resultados apresentados revelaram que, na atualidade, a surdez ainda é vista como uma anormalidade e o discurso científico em relação ao uso do implante coclear é tido como verdadeiro em que o sujeito Surdo precisa ser normalizado para ser útil e produtivo, além disso, temos as ações da biopolítica que gerenciam o modo de vida desses sujeitos.", publisher = {Universidade Estadual de Feira de Santana}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos}, note = {DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES} }