@PHDTHESIS{ 2025:1820151669, title = {Além da picada: estudo predicativo do comportamento espaço-temporal dos acidentes provocados por escorpião no Estado da Bahia}, year = {2025}, url = "http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2191", abstract = "O escorpionismo é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como Doença Tropical Negligenciada e constitui grave problema de saúde pública em países tropicais, associado ao aumento de casos e elevada morbimortalidade. A revisão da literatura evidencia que, embora haja abundância de estudos clínicos e epidemiológicos, ainda são escassos os trabalhos que integram fatores ambientais, climáticos e antrópicos para compreender os padrões de risco. Esta tese teve como objetivo analisar a evolução do conhecimento científico sobre o escorpionismo e, em seguida, investigar os padrões espaço-temporais, determinantes ambientais e sociais e áreas prioritárias de risco no estado da Bahia, entre 2007 e 2022. Inicialmente foi realizada uma revisão bibliométrica de 145 publicações indexadas na base Scopus (1952–2022), identificando autores, periódicos, redes de colaboração e termos mais frequentes, além de avaliar a presença de variáveis ambientais e antrópicas nos estudos. A seguir um estudo observacional retrospectivo foi realizado sobre os dados do SINAN (2007– 2022) nos 417 municípios baianos, integrados a indicadores socioambientais (IVS, IDA, uso e cobertura da terra, variáveis climáticas). Foram aplicadas análises espaciais (LISA, MULTISPATI), temporais e modelagem GAM. O levantamento bibliométrico demonstrou crescimento sustentado da produção científica, com destaque para Brasil e Irã como países mais produtivos, mas também revelou lacunas na associação entre escorpionismo e determinantes ambientais, sendo a maioria das pesquisas voltada a aspectos clínicos. Já na Bahia, foram registrados mais de 200 mil casos no período, com pico em 2019 e predomínio em áreas urbanizadas. Identificaram-se clusters persistentes de alto risco no centro-sul, sudoeste e extremo oeste, associados a urbanização desordenada, desmatamento, agroindústria e elevada vulnerabilidade social. As análises multivariadas confirmaram a relevância de fatores climáticos (variação térmica, precipitação, sazonalidade), ambientais (degradação, expansão de pastagens) e sociais (capital humano do IVS) como determinantes do risco. Aproximadamente 16% dos municípios foram classificados como de alta prioridade para ações de vigilância. A integração entre revisão bibliométrica e análise epidemiológica confirma o escorpionismo como agravo em expansão, ainda pouco explorado sob a ótica de fatores ambientais e sociais. Os resultados reforçam a importância de abordagens interdisciplinares e análises espaço-temporais para compreender sua dinâmica. Conclui-se que políticas públicas eficazes devem articular saúde, meio ambiente, planejamento urbano e saneamento, visando reduzir desigualdades estruturais e mitigar o impacto do escorpionismo, especialmente em regiões tropicais com acelerada transformação socioambiental.", publisher = {Universidade Estadual de Feira de Santana}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Modelagem em Ciências da Terra e do Ambiente}, note = {DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS} }